terça-feira, 7 de junho de 2016

[Circular 2] Frente em Defesa do SUAS e da Seguridade Social



Brasília, 5 de junho de 2016
A Frente em Defesa do SUAS e da Seguridade Social, por meio do grupo de trabalho de mobilização constituído em Brasília, em maio de 2016, dentre outros objetivos, vem contribuir para a organização e unificar a luta em todo país em defesa da Assistência Social, do Sistema Único de Assistência Social – SUAS e da Seguridade Social.
Para tal seguem oito pontos que destacamos para a defesa imediata que podem ser feitas por meio de manifestos, constituição de frentes parlamentares, debates nas universidades e outras instituições, dentre outros espaços políticos.  Sejam:
1. Não ao desmonte do SUAS. O Suas é legal.
O SUAS – Sistema Único de Assistência Social é um sistema nacional público pactuado entre municípios, estados, Distrito Federal e União, com financiamento público. Os Municípios e o Distrito Federal, com a colaboração de governos estaduais e governo federal, executam os serviços da assistência social, por ser o lugar onde as pessoas moram. A Assistência Social foi instituída como política pública pela Constituição Federal de 1988 e o SUAS instituído pela Lei nº 12.435, em 6 de julho de 2011. Nesse sentido, a assistência social é um pilar do sistema de proteção brasileiro, no âmbito da seguridade social. É direito do cidadão e dever do Estado.
Atualmente existem 10.000 unidades públicas para atender a população mais vulnerável. As pessoas, em situação de pobreza, velhice, deficiência, abandono, maus tratos ou outras situações de desamparo que precisam do apoio e proteção do Estado tem um lugar apropriado, com servidores públicos qualificados para atender as famílias, seus membros e qualquer indivíduo. São unidades públicas da Assistência Social os CRAS; CREAS; Centro de atendimento à população em situação de rua; Centros dia; Centros de Convivência, dentre outros.
2. A Assistência Social é política setorial da Seguridade Social.
Já se vão décadas, desde a Constituição Federal de 1988 que a Assistência Social é compreendida como política pública setorial com ações próprias. Tem por objetivo proteger o trabalhador e de sua família. Qualquer ação diferente desse objetivo cai como um penduricalho na política. Aglutinar no órgão gestor da Assistência Social em todo o país outras ações à exemplo de combate às drogas, desenvolvimento agrário e operação de benefícios previdenciários é uma demonstração de descompromisso político com a população, uma vez que todas essas situações são alheias aos objetivos da assistência social (proteção em todos os ciclos de vida, amparo social à criança, maternidade, dentre outros). Além de descaracterizar a assistência social pública compromete a eficiência do órgão coordenador da política de assistência social em todas as esferas.
3. O CRAS é o espaço público de atendimento de toda a população que precisa de assistência social!
Em todo o país, nos 5.570 municípios e Distrito Federal tem pelo menos um Centro de Referencia de Assistência Social – CRAS. Todos são de responsabilidade direta do município. Assim, o poder público assume diretamente a articulação dos serviços sócio assistenciais no território, coordenando toda a rede de atendimento. E tudo isso com o acompanhamento e a participação do Conselho Municipal de Assistência Social. O CRAS é um lugar que faz a acolhida e escuta qualificada das famílias para identificar as necessidades de atenção do Estado, sendo oferecido apoio para: o acesso aos benefícios de transferência de renda; busca de oportunidades de trabalho; estimulo a convivência familiar e comunitária, dentre outros. Os serviços de assistência social tem sido acessado por 30 milhões de famílias em todo o país.
4. Assistência Social é com Controle Social!
Desde a Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, de 1993, a Assistência Social tem acumulado uma dinâmica de participação social com a instituição dos conselhos deliberativos no âmbito municipal, estadual e federal, além das conferências que são realizadas a cada dois anos, convocadas e coordenadas pelos conselhos em cada esfera da federação. Esse nível de organização, além de ter possibilitado o movimento de luta pela Assistência Social como política pública, permitiu também a criação de uma organização com instâncias para debates, deliberações e pactos entre os entes federados. Portanto, o Suas se movimenta a partir dessas instâncias, sendo o Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS o nível máximo de deliberação da política.
Há, portanto, uma estrutura organizacional que se realiza em todos os níveis de gestão. Todo órgão executivo da Assistência Social dever ter ligado diretamente a si: o Conselho de Assistência Social paritário, constituído por membros do governo e da sociedade civil para deliberar sobre a política; uma instância de pactuação da política constituída pelos órgãos executivos da área e um Fundo para operar os recursos da Assistência Social. No nível federal, responde pelo SUAS o órgão gestor da política de Assistência Social que é o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), e vinculado a este, o CNAS, que delibera sobre a política a ser seguida. A instância de negociação e pactuação é denominada de CIT (Comissão Intergestora Tripartite), constituída por representantes de gestores federal, estaduais e municipais, cujo objetivo é viabilizar a política quanto aos aspectos operacionais da gestão do Suas. O recurso financeiro da Assistência Social é alocado no Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), sendo o repasse dos recursos para estados e municípios ocorrendo de fundo a fundo. Portanto,Assistência Social é com Controle Social! O que se reivindica é MAIS PARTICIPACAO POPULAR NO SUAS!
5. O Bolsa Família é do povo! Mexe nele que eu grito!
Atualmente 14 milhões de famílias pobres recebem complementação de renda pelo Programa Bolsa Família. A maioria dos titulares das famílias beneficiárias são mulheres porque estão na condição de provedoras dos membros das suas famílias. Tratar o Programa Bolsa Família apenas como transferência de renda é ignorar o seu potencial estratégico de promover uma vida digna para as famílias pobres, viabilizando seu acesso a outros serviços públicos que alargam suas oportunidades. Diminuir sua cobertura é jogar milhões de família à sua própria sorte, retornando à condição de pobreza extrema que já havia sido superada. O Programa Bolsa Família custa 0,45% do PIB e atende 1 em cada 4 brasileiros. Isso em si já é uma revolução nunca feita anteriormente no Brasil. “Das informações divulgadas pela imprensa sobre supostas fraudes no Bolsa Família resta o lamentável reforço ao preconceito e ao ódio contra os pobres. O melhor seria que essa fúria fiscalista contra os pobres pudesse ter o mesmo poder contra os ricos e sonegadores no Brasil” (Tereza Campelo, maio 2016.)
6. Não aceitamos menos: o benefício para a pessoa com deficiência e para o idoso não pode ser menos que 1 salário mínimo.
A Constituição Federal de 1988, após muitas lutas, debates e embates assegurou o direito de um salário mínimo por meio do Beneficio de Prestação Continuada – BPC à cidadãos em algumas situações especiais. Trata-se de um beneficio não vitalício e intransferível que se dá pela transferência de um salário mínimo mensal às pessoas idosas a partir de 65 anos, à pessoa com deficiência de qualquer idade com impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial sendo, em ambos os casos, necessária a comprovação de não possuir meios de garantir o próprio sustento, nem tê-lo provido pela família. A renda mensal per capita familiar deve ser inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo vigente.Não aceitamos redução de uma conquista de quase duas décadas. Não aceitamos menos do mínimo!
7. Os trabalhadores do SUAS estão de olho. Nenhum direito a menos!
De acordo com o Censo Suas de 2014, 256.858 trabalhadores estão lotados nos Órgãos Gestores Municipal da Assistência Social e nas unidades públicas, operando o sistema de Assistência Social, sendo diversificada a forma do vínculo profissional. Destes 95.325 atuam nos CRAS, compondo as equipes de referência. Eles estão de olho! Nenhum direito a menos! Concurso público já! Melhores condições de trabalho e renda! Não ao desmonte do Suas!
8. Usuário: quem o representa é o próprio usuário!
Os usuários estão presentes no controle social e são cidadãos de direitos. Para ninguém ter dúvida a Resolução do CNAS n° 11, de 23 de setembro de 2015, define que os usuários da política de Assistência Social são cidadãos que se encontram em situações de vulnerabilidade e riscos social e pessoal e que tem por direito o acesso aos serviços, programas, projetos, benefícios e transferência de renda no âmbito da Política Pública de Assistência Social e no SUAS.
É direito desse cidadão: o atendimento, o acesso a informações e orientações sobre serviços, programas, projetos, benefícios e transferência de renda; usufruir do reconhecimento de seus direitos frente à sociedade; usufruir de serviços e programas socioassistenciais de qualidade.
A Resolução do CNAS fala também da participação dos usuários na política de Assistência Social e no SUAS e determina que ela se dará por meio de diferentes organizações coletivas, que visem promover a mobilização e a organização de usuários, influindo nas instâncias de deliberação do SUAS – os conselhos e as conferências. Nenhum gestor público ou entidade ou organização prestadora de Assistência Social e nem trabalhador do SUAS representa os usuários nas instâncias deliberativas do SUAS – nos conselhos e nas conferências de Assistência Social. Os usuários representam a si mesmos!
Em síntese defendemos:
  • MAIS SUAS, NENHUM DIREITO A MENOS!
  • SEGURIDADE SOCIAL PUBLICA PARA TODOS!
  • RENDA ACESSIVEL A TODOS, MAIS BOLSA FAMILIA, MAIS BPC, MAIS TRABALHO.
  • MANUTENCAO DO MDS COMO ORGAO GESTOR ESPECIFICO DA ASSISTENCIA SOCIAL .
  • MAIS UNIDADES PUBLICAS DE ATENDIMENTO DO SUAS.
  • MAIS RECURSOS PÚBLICOS PARA O SUAS.
  • MAIS PARTICIPAÇÃO POPULAR NO SUAS.
  • MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E RENDA PARA OS TRABALHADORES DO SUAS.
Essas indicações não esgotam em si, mas pretendem se somar à luta compartilhada ao longo de anos e que por ora se intensifica.
Simbora povo!
Frente em Defesa do Suas e da Seguridade Social
Organização plural de entidades, instituições não governamentais, trabalhadores, usuários, gestores, professores, pesquisadores e pessoas interessadas em defender a Assistência Social e a Seguridade Social brasileira.

LEIA E ASSINE A CARTA ABERTA EM DEFESA DA POLÍTICA PÚBLICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E DO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

https://maissuas.com.br/leia-e-assine-a-carta-aberta-em-defesa-da-politica-publica-de-assistencia-social-e-do-sistema-unico-de-assistencia-social/


terça-feira, 17 de maio de 2016

Relatório de Informações Sociais

Relatório  de  Informações  Sociais  (RI)  do  Pacto  de  Aprimoramento  do  SUAS  –  Gestão  Municipal, 2014 já está disponível para consulta no site do MDS, na página da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI), ou pelo link: http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/RIv3/geral/index.php.
O  RI  tem  por  objetivo  orientar  o  planejamento  municipal  para  o  alcance  das  prioridades  e  metas  do  Pacto  de  Aprimoramento do SUAS.

Cachoeira do Sul

Condicionalidades do Bolsa Família apontam vulnerabilidades sociais

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Programa de transferência de renda foi apresentado para missões estrangeiras que participam de seminário internacional
Publicado em 12/05/2016 16h15
Foto: Ana Nascimento/MDS
Brasília – O desenho do Programa Bolsa Família foi apresentado a delegações de 66 países, que participam do Seminário Internacional Políticas Sociais para o Desenvolvimento, em Brasília. O coordenador geral de Acompanhamento das Condicionalidades do Programa Bolsa Família, Rodrigo Lofrano, destacou que o programa de transferência de renda significou uma inovação na forma de fazer política pública.
Lofrano explicou sobre as condicionalidades do Bolsa Família, que são compromissos que devem ser cumpridos pela família, na área de educação e saúde, para que possa permanecer recebendo o benefício. “As condicionalidades são fonte de informação sobre as vulnerabilidades das famílias no acesso aos serviços sociais básicos”, reforçou.
Quando entram para o Bolsa Família, as famílias assumem o compromisso de manter seus filhos na escola. Entre 6 e 15 anos, a frequência deve ser de, no mínimo, 85%. Já os estudantes entre 16 e 17 anos devem frequentar ao menos 75% das aulas. A cada bimestre são acompanhadas 15 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos.
Segundo o coordenador, os alunos do Bolsa Família têm apresentado menor taxa de abandono em relação aos estudantes que não integram o programa. “No ensino médio, o abandono escolar é de 7% entre os beneficiários, enquanto a média nacional é de 10,8%”, acrescentou.
Saúde - Por meio da condicionalidade de saúde, as crianças são acompanhadas desde antes de nascerem, com o pré-natal das beneficiárias gestantes. Esse acompanhamento resultou na queda da mortalidade infantil – 17% em crianças de até cinco anos. A redução foi ainda maior quando observadas causas específicas, como desnutrição (65%) e diarreia (53%).
A checagem de saúde é feita a cada seis meses em recém-nascidos e crianças de até 7 anos.  Nesse processo são verificados o calendário de vacinação, o peso e a altura para a avaliação nutricional. Atualmente, 5 milhões de crianças beneficiárias estão com o calendário de vacinação em dia.
Para as famílias com dificuldade em cumprir as condicionalidades, Lofrano destacou que pode haver efeitos no benefício do Bolsa Família, como bloqueios e suspensões. “As condicionalidades não têm caráter punitivo. Quando uma família descumpre esse compromisso, ela está mostrando para o poder público que está com dificuldade de exercer um direito social”, acrescentou.
Segundo Lofrano, os cancelamentos só ocorrem em último caso. Cabe ao poder público dar atenção especial às famílias em situação de reiterado descumprimento, desenvolvendo ações para acompanhá-las e auxiliá-las a voltar a acessar os serviços de educação e de saúde.
Informações sobre os programas do MDS:
0800-707-2003mdspravoce.mds.gov.br
Informações para a imprensa:
Ascom/MDS(61) 2030-1021www.mds.gov.br/saladeimprensa

Conquistas sociais: compromissos de um Brasil sem miséria

Especial: publicação destaca políticas de enfrentamento à extrema pobreza

http://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/brasil_sem_miseria/DialogosSociedade/conquistas_sociais_web_04052016.pdf

sexta-feira, 13 de maio de 2016

II Plano Decenal da Assistência Social (2016/2026)

http://blog.mds.gov.br/redesuas/?p=1469

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, por meio da Secretaria Nacional de Assistência Social – SNAS, reafirmando o seu compromisso para com a Política Pública de Assistência Social  e com o Sistema Único de Assistência Social – SUAS, entregou ao Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS, em 11 de maio de 2016, o II PLANO DECENAL DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (2016/2026), de caráter decenal, intitulado: “Proteção Social para todos/as os/as brasileiros/as. Compete ao CNAS a análise e deliberação do Plano Decenal para subsidiar os entes federados no processo de elaboração dos seus respectivos Planos, além de subsidiar a construção democrática e participativa dos Pactos de Aprimoramento da Gestão do SUAS.
Este documento consubstancia a discussão realizada em todo o país durante o processo conferencial de 2015, bem como, o aprofundamento dos conteúdos com os gestores municipais, do Distrito Federal e estaduais, nos Encontros Regionais do CONGEMAS, e na última reunião da Comissão Intergestores Tripartite – CIT.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Curso online “Zika: abordagem clínica na atenção básica”

http://www.unasus.gov.br/cursos/zika


22/02/2016 06:00

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Aviso:Detectado pela primeira vez no país ano passado, o Zika vírus vem se disseminando rapidamente, sendo apontado como possível causa do surto de microcefalia em bebês e, também, do aumento na incidência da Síndrome de Guillain-Barré. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde e a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) oferecem o curso online “Zika: abordagem clínica na atenção básica”, que objetiva capacitar profissionais de saúde para melhor assistir os pacientes.
O conteúdo é composto por atividades interativas, estudo de casos-clínicos, vídeos com especialistas e entrevistas. Também são disponibilizados, na biblioteca virtual, livros e vídeos com conteúdos referentes ao tema para o aluno que desejar aprofundar seus conhecimentos.

O curso está estruturado em quatro Unidades Educacionais, que tratam dos temas: aspectos epidemiológicos, promoção à saúde e prevenção de infecção pelo vírus da Zika; quadro clínico e abordagem a pessoas infectadas com vírus da Zika; os cuidados com as gestantes com suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus da Zika e do recém-nascido com microcefalia e a vigilância da infecção por vírus Zika e suas complicações.
O curso é uma iniciativa da secretaria executiva da UNA-SUS (SE/UNA-SUS), Fiocruz Mato Grosso do Sul, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Para mais informações acesse: http://www.unasus.gov.br/cursos/zika